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São 20h30 de uma sexta cheia. O WhatsApp tem sete pedidos de reserva ao mesmo tempo, uma família quer remarcar o check-in, um hóspede que chega amanhã ainda não recebeu nada sobre o horário, uma avaliação de duas estrelas no Google segue sem resposta há três dias e o fornecedor de hortifruti não confirmou a entrega da manhã. O salão está lotado, a recepção está no telefone — e todas essas mensagens chegaram juntas, no pior horário possível. O que sai da sua frente: receber e confirmar reservas, lembrar quem vai chegar, triar e rascunhar resposta de avaliação e cobrar a entrega do fornecedor passam a acontecer sozinhos — com contexto, dentro do orçamento e com comp, reembolso, desconto e contrato sempre esperando um humano.

Como funciona, em uma frase

Hotelaria e restaurante são volume de relacionamento em cima de regras que já existem: disponibilidade, política de cancelamento, cardápio, contrato do fornecedor. O agente não inventa nada — ele lê a regra no Company Brain, age dentro dela e só decide sozinho quando a ação não mexe no bolso nem em um compromisso.

Fluxos concretos

1. Reserva pelo WhatsApp — recebida e confirmada das regras de disponibilidade

Gatilho: chega um “tem mesa para quatro sábado às 21h?” ou um pedido de diária por WhatsApp ou chat. O agente identifica o hóspede, cruza o pedido com as regras de disponibilidade que estão no Company Brain — quantos lugares por horário, antecedência mínima, política de grupos, bloqueios de data — e checa a agenda pela integração do seu sistema de reservas ou pelo Google Calendar. Se há vaga, ele confirma na hora, registra a reserva como atividade no CRM e devolve a confirmação no canal e na língua do hóspede. Se não há, oferece o horário mais próximo que cabe nas regras. Nada é chutado: o que ele responde sai do que está escrito. Quando o pedido sai da regra — um grupo grande, um pedido especial, uma data bloqueada — ele para e faz o handoff para a recepção já com tudo mastigado: quem é, o que pediu, o que a política diz.
O ganho não é “robô que aceita tudo”. É que o pedido de reserva mais comum — o que cabe na regra — para de prender a recepção no telefone, e a pessoa só entra no caso que realmente pede julgamento.

2. Mensagem de pré-chegada — a que reduz o no-show

Gatilho: uma rotina que o próprio agente agenda — varre quem tem reserva nas próximas 24 a 48 horas. No disparo, o Marcus, o especialista de comunicação, puxa do CRM quem vai chegar, monta a mensagem de pré-chegada — horário, endereço, como chegar, o que confirmar, o tom da casa vindo do Brain — e a envia pelo canal do hóspede (e-mail ou WhatsApp). Pede a confirmação de presença com um toque; quem confirma, mantém a reserva; quem responde que não vem libera a vaga de volta para a agenda. As respostas voltam para o CRM como atividade.
Mensagem de pré-chegada é comunicação externa em volume. Mantenha aprovação humana antes de cada disparo no começo — o agente prepara a fila inteira, você revê o tom e libera. A autonomia cresce como uma catraca: depois de acertar, você solta o lote. Qualquer cortesia, upgrade ou desconto que entre na mensagem continua sendo proposta para um humano aprovar.

3. Triagem de avaliações — rascunho pronto para aprovar

Gatilho: pinga uma avaliação no Google, no TripAdvisor ou no app de delivery. O agente lê a avaliação, classifica — elogio, reclamação de comida, reclamação de atendimento, problema de reserva — cruza com o histórico do hóspede no CRM — o mesmo padrão de atendimento e relacionamento que sustenta o recorrente — e rascunha a resposta no tom da casa: agradece o elogio, reconhece o problema, aponta o próximo passo. O rascunho fica esperando sua aprovação antes de publicar. Avaliação grave abre uma tarefa atribuída ao dono certo — cozinha para a comida, salão para o atendimento — com o caso inteiro no card. O agente conduz tudo até a fronteira do dinheiro. Comp, voucher, reembolso e qualquer recuperação que comprometa dinheiro ele propõe — quem libera é uma pessoa.

4. Coordenação de fornecedores — pedido feito, entrega cobrada

Gatilho: uma rotina de reposição, ou um nível de estoque que cai abaixo do mínimo registrado no Brain. O agente monta a lista de reposição a partir do consumo e dos mínimos que o Brain conhece, prepara o pedido para cada fornecedor e — com sua aprovação — dispara pelo canal de cada um (e-mail ou WhatsApp). Depois, ele acompanha: cruza o prometido com o recebido, e se a entrega da manhã não confirmou, ele cobra o fornecedor e abre uma tarefa para a recepção saber antes de faltar. O Scout pesquisa o que for público — um fornecedor alternativo, um horário de entrega — quando você precisa de uma opção rápida.
Por que isso importa: a confirmação de entrega é o trabalho que ninguém lembra de fazer até o insumo faltar no meio do serviço. O agente cobra o fornecedor como rotina e avisa antes do buraco — não depois.

O que continua sendo humano

O agente propõe, nunca decide sozinho, quando o assunto é:
  • Comp, reembolso e qualquer dinheiro — cortesia, voucher, estorno, ajuste de conta. Toda movimentação financeira passa por aprovação.
  • Desconto, upgrade e cortesia — qualquer coisa que mude o valor final da estadia ou da conta.
  • Recuperação de serviço que compromete dinheiro — a noite grátis, o jantar por conta da casa, o crédito de desculpas.
  • Contrato de fornecedor — fechar, renovar ou mudar termos com quem abastece a casa.
  • Proposta comercial a um cliente e comunicação externa pesada, jurídica ou regulatória.
  • Decisões de governança e ações destrutivas — apagar registros, cancelar reservas em massa.
Nesses casos o agente prepara tudo — o rascunho, o contexto, a recomendação — e espera a aprovação de uma pessoa. Cada ação fica no histórico auditável, com autor e justificativa, e o gasto é limitado pelos Stars antes da chamada acontecer.

Por onde começar

1

Conecte o canal e a agenda

Ligue o WhatsApp e conecte seu sistema de reservas ou o Google Calendar. É daí que o agente lê a disponibilidade e confirma a reserva sem depender da recepção.
2

Ensine as regras ao Brain

Suba para o Company Brain suas regras de disponibilidade, política de cancelamento, o tom da casa e os mínimos de estoque por fornecedor. Sem isso, o agente não tem do que puxar a primeira confirmação.
3

Agende a pré-chegada

Crie uma rotina que varra as reservas das próximas 24 a 48 horas e deixe o agente montar a fila de pré-chegada — com aprovação humana antes de cada disparo no começo.

Próximos passos

Operações

O padrão de atendimento e triagem de alto volume que sustenta o serviço que não para.

WhatsApp

O canal onde a reserva e o hóspede acontecem — pedido, confirmação e pré-chegada no mesmo lugar que ele já está.

Rotinas

O cron da pré-chegada e da reposição — o agente dispara no dia certo, sem ninguém lembrar.

CRM nativo

Onde cada hóspede, reserva e interação ficam vivos — o histórico que faz o cliente recorrente se sentir reconhecido.