Pular para o conteúdo principal
São 8h e o orçamento de solar de uma família entrou ontem pelo formulário do site — endereço, conta de luz, telhado — e ninguém olhou ainda. Três homologações na concessionária estão paradas esperando um documento que falta e ninguém sabe qual. A visita técnica de hoje à tarde não foi confirmada com o cliente. E um cliente cujo sistema foi instalado há seis semanas mandou mensagem perguntando “e aí, quando liga?” — e a resposta honesta é que ninguém acompanhou o protocolo na distribuidora. Não é desorganização — é gente de menos pra cuidar de lead, documento, agenda e protocolo num ciclo que leva meses. O que sai da sua frente: qualificar o lead que chega e jogar os dados do local no CRM, reunir os documentos que cada instalação ou conexão exige, agendar visita técnica e obra com lembrete, e manter o cliente atualizado a cada etapa do ciclo passam a acontecer sozinhos — com contexto, dentro do orçamento e com preço, contrato, pagamento e qualquer juízo técnico sempre esperando um profissional habilitado.

Como funciona, em uma frase

Em energia e solar, o gargalo raramente é instalar — é conduzir cada cliente por um ciclo longo de qualificação, documentação, agenda e homologação sem deixar um protocolo parar ou um cliente ficar no escuro. O agente não fecha preço, não assina contrato e nunca emite um laudo de engenharia, segurança ou dimensionamento: ele garante que cada lead seja qualificado, cada documento reunido, cada visita confirmada e cada cliente informado — e entrega pra você o que pede julgamento, dinheiro e responsabilidade técnica.

Fluxos concretos

1. Qualificar o lead que chega e capturar os dados do local

Gatilho: entra um lead — formulário do site, WhatsApp, e-mail ou indicação — pedindo orçamento de solar, troca de fornecimento ou um novo ponto de energia. O agente lê a mensagem, extrai o que importa — endereço e tipo do imóvel, consumo mensal (kWh ou valor da conta), tipo de telhado ou estrutura, concessionária, prazo desejado — e cria um lead no CRM com os campos preenchidos e o anexo original (foto do telhado, conta de luz) junto. Consulta no Company Brain o que mais é preciso saber pra aquela faixa de consumo e o que costuma travar a proposta, e abre uma tarefa de “qualificar visita” roteada pro técnico certo. Se faltam dados essenciais, o agente prepara uma pergunta objetiva ao cliente — “pra fechar o estudo, consegue mandar a conta de luz dos últimos 3 meses?” — que sai por e-mail ou WhatsApp via Marcus, com a opção de pedir sua aprovação antes de cada envio.
Qual consumo justifica visita, qual telhado pede vistoria, qual concessionária é mais lenta na homologação — isso mora no Brain, não num formulário fixo. O agente puxa essa régua do histórico que você já ingeriu e qualifica o lead com o mesmo critério toda vez.

2. Reunir os documentos da instalação ou conexão e montar a pasta

Gatilho: um cliente avançou pra etapa de projeto, ou uma homologação na concessionária exige um conjunto de documentos pra seguir. O agente consulta no Company Brain o checklist do tipo de instalação ou conexão — conta de luz, documento do titular, matrícula ou comprovante do imóvel, projeto, ART/TRT do responsável técnico, formulário da distribuidora — confere o que já chegou e o que falta, e cobra o cliente pelos pendentes, um por um, sem repetir o que já tem. Cada arquivo que chega é arquivado na pasta certa daquele cliente, por etapa, e o conteúdo é ingerido no Brain. Quando a pasta fica completa, o agente abre uma notificação proativa no seu sino: “dossiê do cliente Aurora pronto pra protocolo”.
A homologação que atrasa quase sempre travou num único documento que ninguém cobrou. Transformar o checklist da concessionária numa cobrança automática, item a item, é o que impede o protocolo de voltar e o cliente de esperar semanas por um papel que faltava.

3. Agendar visita técnica e instalação com lembretes

Gatilho: um lead foi qualificado e precisa de vistoria, ou um projeto foi aprovado e a obra precisa entrar na agenda da equipe. O agente propõe horários cruzando a disponibilidade da equipe técnica com a janela do cliente, cria o evento no Google Calendar via Composio e confirma com o cliente por WhatsApp ou e-mail. Na véspera, uma rotina dispara o lembrete pro cliente e pra equipe — endereço, o que levar, o que conferir no local. Se o cliente remarca, o agente reabre a negociação de horário e atualiza o calendário e o card no board, sem ninguém refazer a agenda à mão.
A visita furada custa um dia de equipe parada. Um lembrete na véspera, com confirmação ativa, transforma “achei que era amanhã” num “confirmado” antes de o caminhão sair — e o reagendamento vira um toque, não um buraco no dia.

4. A rotina que mantém o cliente informado no ciclo longo

Gatilho: uma rotina que o próprio agente agenda varre, a cada poucos dias, os clientes em ciclo aberto — em projeto, em homologação, aguardando troca de medidor, aguardando energização. A rotina levanta quem não recebe notícia há tempo demais e quem teve uma mudança de etapa, e prepara uma atualização honesta pra cada um: “seu projeto foi protocolado na distribuidora em 12/06, prazo médio de vistoria é X dias — te aviso assim que sair”. O disparo sai via Marcus, com aprovação opcional. No fim do dia, a Athena — a chefe de gabinete da organização — junta num digest curto o que avançou, o que está parado, qual protocolo passou do prazo da concessionária e quais clientes foram atualizados, no seu sino e no canal que você usa.
O cliente que reclama de solar quase sempre não estava mal atendido — ele estava sem notícia. Uma rotina que avisa a cada etapa, mesmo quando a notícia é “ainda está na fila da distribuidora”, segura a confiança num ciclo que pode levar meses e gerar a indicação que traz o próximo cliente.
Para concessionárias, equipamentos ou fornecedores novos, o Scout faz a pesquisa pública na web — prazos de homologação, faixa de preço de inversor, referências — e devolve um resumo com as fontes, sem chutar.

O que continua sendo humano

O agente propõe, nunca decide sozinho, quando o assunto é:
  • Preço e proposta comercial — o valor do estudo, o desconto, a oferta formal que vai pro cliente.
  • Contrato e assinatura — qualquer compromisso que cria obrigação com o cliente, fornecedor ou concessionária.
  • Pagamento — receber, reembolsar, pagar fornecedor ou equipe, qualquer movimento de dinheiro.
  • Qualquer laudo de engenharia, segurança ou dimensionamento — dimensionar o sistema, aprovar a estrutura do telhado, liberar a instalação, assinar a ART, atestar conformidade elétrica. Isso é sempre de um profissional habilitado, nunca do agente.
  • Comunicação regulatória pesada com a concessionária ou órgão de fiscalização, decisões de governança e ações destrutivas.
Nesses casos o agente prepara tudo — o dossiê do cliente, o histórico de consumo, o rascunho da atualização — e espera a sua aprovação. Cada ação fica no histórico auditável, com autor e justificativa, alinhado à LGPD, e a autonomia cresce como uma catraca por tipo de ação, não como um salto.

Por onde começar

1

Suba checklists, clientes e equipamentos para o Brain

Ingira no Company Brain os checklists de documento por tipo de instalação e concessionária, seus clientes em ciclo aberto e o catálogo de equipamentos. É daí que o agente puxa a qualificação certa, a cobrança certa e a atualização honesta.
2

Deixe o agente qualificar a primeira fila de leads

Conecte um canal e deixe o agente capturar os leads que chegam, preencher o CRM e cobrar os dados que faltam. Comece com aprovação humana antes de cada mensagem externa e relaxe conforme ele acerta.
3

Agende a varredura de documentos e o digest do ciclo

Crie uma rotina que cobra documento pendente e outra que avisa cada cliente a cada mudança de etapa. Um agente, uma cadência, um canal — e a autonomia cresce devagar.

Próximos passos

Comercial

Qualificar lead, conduzir o funil e manter o cliente quente — do qual a venda de solar é um caso de ciclo longo.

Backoffice

O padrão completo do escritório que sustenta a operação — documentos, cobranças e o resumo que liga as pontas.

CRM

Leads, pipelines e atividades — onde cada lead qualificado vira um cliente rastreado de ponta a ponta.

Rotinas

A cobrança de documento e o aviso a cada etapa — proativos, no mesmo horário, todo dia.