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São 17h de uma sexta. Três propostas de crédito entraram durante a semana e nenhuma está completa: uma falta comprovante de renda, outra parou no contrato social, a terceira mandou o documento errado e ninguém respondeu. O analista vai sentar segunda numa fila que já nasceu velha — e cada dia que um dossiê fica incompleto é um cliente reavaliando se vale a pena continuar. O que sai da sua frente: guiar o solicitante na coleta, cobrar o que falta, montar o dossiê para o analista e manter o pipeline atualizado passam a acontecer sozinhos — com contexto, dentro do orçamento e com a decisão de crédito sempre esperando um humano.

Como funciona, em uma frase

Originação de crédito é, no fundo, um dossiê completo que chega no tempo certo à mesa de quem decide. O agente não decide crédito — ele tira o atrito da esteira para que a pessoa que decide receba um caso pronto para analisar, não uma pasta pela metade.

Fluxos concretos

1. Guiar o solicitante pela coleta de documentos

Gatilho: uma nova proposta entra no pipeline — pelo site, por indicação ou aberta por um consultor. A Athena, a operadora da organização, puxa do Company Brain a checklist daquele produto de crédito — quais documentos a linha exige, em que formato, quais regras de elegibilidade. Ela abre o chat ou o WhatsApp e conduz a pessoa um documento de cada vez: “recebi o RG, agora falta o comprovante de renda dos últimos 3 meses”. Cada arquivo recebido vira um documento organizado na pasta daquela proposta, e a atividade no CRM registra o que já chegou. Se a pessoa pergunta algo que a checklist não cobre — uma regra específica, uma exceção de política — o agente busca no Brain; se não achar, não inventa: registra a dúvida e escala para um humano. Coletar documento é trabalho de esteira; interpretar política de crédito não é.

2. Montar o dossiê completo para o analista humano

Gatilho: a checklist daquela proposta fica completa — todos os documentos chegaram. O agente reúne tudo num documento de capa: os dados do solicitante, a lista de anexos com o que cada um comprova, e os pontos que pediu ao Brain conferir (cadastro consistente, datas dentro da validade, valores que batem entre os papéis). Ele abre uma tarefa no board de análise atribuída a uma pessoa, com o dossiê anexado e o estágio do pipeline ajustado para “pronto para análise”.
O agente organiza e confere completude e consistência — não emite parecer de risco, não calcula score, não recomenda aprovar ou negar. Ele entrega um caso pronto para a pessoa decidir; o julgamento de crédito começa exatamente onde o trabalho de esteira termina.

3. O follow-up que recupera proposta parada

Gatilho: uma rotina que o próprio agente agenda — toda manhã, varre as propostas com documento pendente há mais de X dias. No disparo, o agente puxa do CRM quem está com a esteira parada, monta um lembrete gentil do que falta e o envia pelo canal de cada cliente (e-mail ou WhatsApp) — com aprovação humana antes do disparo se você quiser manter a mão na comunicação externa. Quem não responde depois de algumas tentativas vira uma tarefa para o consultor, e uma notificação proativa avisa no sino quem cuida da carteira.
Por que isso importa: proposta parada por documento faltando é a maior fonte de receita que escorre pelo ralo numa esteira de crédito — não porque o cliente desistiu, mas porque ninguém cobrou no dia certo. Uma rotina não tem sexta corrida: ela cobra sempre, no tempo certo, e transforma a fila silenciosa em sinal acionável.

4. Manter o pipeline e os status vivos — e responder o “como funciona”

Gatilho: qualquer mudança numa proposta — chegou documento, o analista decidiu, o cliente respondeu. O agente atualiza o CRM na sequência: ajusta o estágio, registra a atividade, anexa o que mudou. O pipeline fica sempre atual — quem abre o painel vê a verdade do dia, não uma foto de ontem. E quando um consultor ou o próprio cliente pergunta “quais documentos essa linha pede?” ou “em que pé está a proposta da Maria?”, o agente responde a partir do Company Brain e do CRM, com a informação que já existe — sem virar mais uma fila de e-mail interno.

O que continua sendo humano

Dinheiro se trata com o máximo cuidado. O agente propõe e prepara, nunca decide sozinho, quando o assunto é:
  • A decisão de crédito em si — aprovar, negar, definir limite. Sempre de uma pessoa.
  • Preço e condições — taxa, prazo, garantias, qualquer termo da oferta.
  • Desembolso e movimentação de dinheiro — liberar, transferir, estornar.
  • Cobrança e ações de recuperação — negativar, renegociar, qualquer contato de cobrança.
  • Contrato e assinatura — instrumento de crédito, aditivo, qualquer compromisso que vira obrigação.
  • Comunicação regulatória ou jurídica, decisões de governança e ações destrutivas.
Nesses casos o agente prepara tudo — o dossiê, o rascunho, o contexto — e espera a aprovação de uma pessoa. Cada ação fica no histórico auditável, com autor e justificativa, isolada por organização.

Por onde começar

1

Ensine as checklists ao Brain

Suba para o Company Brain os requisitos de cada linha de crédito — documentos exigidos, formatos, regras de elegibilidade e as respostas de processo que você repete toda semana. É daí que o agente puxa o que pedir e o que conferir.
2

Ligue um canal e deixe o agente conduzir a coleta

Conecte o WhatsApp ou os chats e deixe o agente guiar o solicitante documento a documento, organizando cada arquivo na pasta da proposta. Comece com aprovação humana antes de cada mensagem externa.
3

Agende o follow-up da esteira

Crie uma rotina que varre as propostas paradas e cobra o que falta. Um agente, uma cadência, um canal — e a autonomia cresce como uma catraca, nunca como um salto.

Próximos passos

Backoffice & operações

O mesmo padrão de coleta, conferência e organização aplicado à papelada do dia a dia.

CRM nativo

Onde o pipeline de propostas vive — estágios, atividades e histórico sempre atuais.

Comercial & vendas

Originação e qualificação na ponta — como a proposta entra na esteira.

Isolamento multi-tenant

Por que os dados sensíveis de cada cliente ficam isolados por organização.