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Terça de manhã na corretora. Um cliente pediu cotação de auto na sexta e ninguém montou; outro tem a apólice vencendo em nove dias e o aviso ficou num post-it; e na caixa de entrada há uma mensagem que começa com “bati o carro” — sem placa, sem foto, sem data. Cada um desses três é dinheiro ou confiança escorrendo: a cotação esfria, a renovação vira cancelamento, e o segurado no pior dia da vida dele espera você lembrar de responder. O que sai da sua frente: puxar os dados da cotação, cobrar o que falta, lembrar a renovação antes do vencimento e abrir o sinistro com a informação completa passam a acontecer sozinhos — com contexto, dentro do orçamento e com subscrição, sinistro, preço e pagamento sempre esperando um humano.

Como funciona, em uma frase

Trabalho de corretora é, no fundo, um dossiê completo que chega no tempo certo — à mesa de quem subscreve, à régua de renovação, ao regulador de sinistro. O agente não decide risco nem paga sinistro: ele tira o atrito da esteira para que a pessoa que decide receba um caso pronto, não uma pasta pela metade.

Fluxos concretos

1. Montar a cotação completa, sem ida-e-volta infinito

Gatilho: um pedido de cotação entra no pipeline — pelo site, por indicação ou aberto por um corretor. A Athena, a operadora da organização, puxa do Company Brain o que aquele ramo exige — auto pede placa, chassi, perfil do condutor e CEP de pernoite; vida pede idade, profissão e declaração de saúde; patrimonial pede valor em risco e CNPJ. Ela abre o chat ou o WhatsApp e conduz o cliente um campo de cada vez, sem despejar um formulário de trinta linhas. Cada dado e cada foto recebida vira um documento na pasta daquela cotação, e a atividade no CRM registra o que já chegou. Quando o cliente pergunta algo que a checklist não cobre — uma cobertura específica, uma exceção de aceitação — o agente busca no Brain; se não achar, não inventa: registra a dúvida e escala para o corretor. Coletar dado de cotação é trabalho de esteira; dizer o que está coberto e por quanto não é.

2. O lembrete de renovação que chega antes do vencimento

Gatilho: uma rotina que o próprio agente agenda — toda manhã, varre as apólices que vencem nos próximos 30, 15 e 7 dias. No disparo, o agente puxa do CRM quem está perto do vencimento, monta um lembrete com o que muda na renovação e o envia pelo canal de cada segurado (e-mail ou WhatsApp) — com aprovação humana antes do disparo se você quiser manter a mão na comunicação externa. Quem não responde depois de algumas tentativas vira uma tarefa para o corretor, e uma notificação proativa avisa no sino quem cuida da carteira.
Por que isso importa: apólice que vence sem ninguém avisar não é cliente insatisfeito — é cliente esquecido. A renovação perdida custa a comissão recorrente inteira, e quase sempre o motivo é não ter lembrado no dia certo. Uma rotina não tem terça corrida: ela lembra sempre, com a antecedência que você definir, e transforma uma data silenciosa em sinal acionável.

3. Abrir o sinistro (FNOL) e levar o caso pronto ao regulador

Gatilho: um aviso de sinistro chega por qualquer canal — “bati o carro”, “teve um vazamento”, “roubaram o notebook”. Esse é o momento em que pressa e empatia importam mais. O agente abre o chat ou o WhatsApp e coleta o first notice of loss de forma estruturada: o que aconteceu, quando, onde, quem se envolveu, fotos, boletim de ocorrência se houver, e os dados da apólice que ele confere no CRM. Tudo vira um documento de capa na pasta do sinistro. Em seguida ele abre uma tarefa no board de sinistros atribuída a um regulador humano, com o dossiê anexado e o estágio ajustado para “aviso recebido — aguardando análise”.
O agente registra e organiza o aviso — não cobre nem nega o sinistro, não estima o dano, não autoriza pagamento. Ele entrega um caso pronto para a pessoa regular; o julgamento começa exatamente onde a coleta termina. Num sinistro, isso também é cuidado humano: a decisão sobre o pior dia do segurado é de uma pessoa.

4. Manter o pipeline e os status vivos — e responder o “como está?”

Gatilho: qualquer mudança — chegou um documento, o subscritor aceitou o risco, o regulador avançou o sinistro, o segurado respondeu. O agente atualiza o CRM na sequência: ajusta o estágio, registra a atividade, anexa o que mudou. Cotação, renovação e sinistro ficam sempre atuais — quem abre o painel vê a verdade do dia, não uma foto de ontem. E quando um corretor ou o próprio cliente pergunta “essa cobertura tem franquia?” ou “em que pé está o sinistro do João?”, o agente responde a partir do Company Brain e do CRM, com a informação que já existe — sem virar mais uma fila de e-mail interno.

O que continua sendo humano

Dinheiro e cobertura se tratam com o máximo cuidado. O agente propõe e prepara, nunca decide sozinho, quando o assunto é:
  • Subscrição — aceitar, recusar ou agravar um risco. Sempre de uma pessoa licenciada.
  • Decisão de sinistro — cobrir, negar, estimar o dano, autorizar reparo.
  • Preço e condições — prêmio, franquia, limites, qualquer termo da oferta.
  • Pagamento e movimentação de dinheiro — indenização, estorno, devolução de prêmio.
  • Contrato e assinatura — apólice, endosso, qualquer compromisso que vira obrigação.
  • Proposta comercial ao cliente, comunicação regulatória ou jurídica, decisões de governança e ações destrutivas.
Nesses casos o agente prepara tudo — o dossiê, o rascunho, o contexto — e espera a aprovação de uma pessoa. Cada ação fica no histórico auditável, com autor e justificativa, isolada por organização.

Por onde começar

1

Ensine os ramos ao Brain

Suba para o Company Brain o que cada ramo exige — campos de cotação, documentos, regras de aceitação e as respostas de processo que você repete toda semana. É daí que o agente puxa o que pedir e o que conferir.
2

Ligue um canal e deixe o agente conduzir a coleta

Conecte o WhatsApp ou os chats e deixe o agente guiar o cliente campo a campo — na cotação e no aviso de sinistro — organizando cada arquivo na pasta certa. Comece com aprovação humana antes de cada mensagem externa.
3

Agende a régua de renovação

Crie uma rotina que varre as apólices a vencer e lembra o segurado com antecedência. Um agente, uma cadência, um canal — e a autonomia cresce como uma catraca, nunca como um salto.

Próximos passos

Serviços financeiros & crédito

O mesmo padrão de coleta de dossiê e decisão-sempre-humana aplicado à esteira de crédito.

Backoffice & operações

Coleta, conferência e organização da papelada do dia a dia.

CRM nativo

Onde cotações, renovações e sinistros vivem — estágios e histórico sempre atuais.

Rotinas

A régua de renovação e os follow-ups que rodam sozinhos, no tempo certo.