Como funciona, em uma frase
Recrutamento é, no fundo, relação e julgamento sobre pessoas — e quase tudo ao redor é logística. O agente não decide quem entra nem manda oferta — ele tira o atrito do entorno (captação, agenda, cobrança, documento) para que a hora do recrutador sobre para a conversa, a leitura de fit e a decisão.Fluxos concretos
1. Captar e organizar quem chega no pipeline
Gatilho: um candidato entra — um currículo no e-mail, uma resposta no formulário da vaga, uma indicação no WhatsApp. A Athena, a operadora da organização, lê o que chegou, cria ou atualiza o candidato como lead no CRM no pipeline da vaga certa, e registra a atividade de entrada. Anexa o currículo na pasta do candidato, extrai os dados básicos — nome, contato, senioridade, origem — e cruza com o Company Brain: o descritivo da vaga, os requisitos que o cliente pediu, o histórico do candidato se ele já passou por aqui. Em vez de 40 currículos soltos em três canais, você abre o pipeline e vê uma fila organizada, cada um no estágio certo, sem duplicata.O agente organiza e enfileira — ele não reprova, não classifica fit nem
decide quem avança. A leitura do candidato e o avanço de estágio são do
recrutador; o agente só garante que ninguém chegue e se perca.
2. Agendar triagens e entrevistas — com lembrete dos dois lados
Gatilho: um candidato avança para a etapa de triagem, ou o recrutador pede “marca a entrevista com esse aqui”. O agente consulta a agenda via Google Calendar, encontra os horários livres, e propõe o encontro. Confirmado, cria o evento, envia o convite e os detalhes ao candidato pelo Marcus — e-mail ou WhatsApp — e abre uma tarefa no board ligada ao candidato. No dia anterior, uma rotina que o próprio agente agenda dispara o lembrete dos dois lados — candidato e entrevistador — e marca quem confirmou e quem não. No-show vira exceção visível, não surpresa.Por que isso importa: boa parte da desistência de candidato acontece no
vão entre “topou” e “compareceu”. Um lembrete na véspera, no canal que a
pessoa usa, segura a presença sem o recrutador virar secretária da própria
agenda. O envio externo pode passar por aprovação a cada disparo, quando você
quiser revisar o tom antes de sair.
3. Uma rotina de follow-up para candidato e cliente no meio do processo
Gatilho: uma rotina diária — varre os processos abertos e levanta quem está parado sem retorno há tempo demais. No disparo, o agente cruza o CRM e o Company Brain: candidatos que fizeram triagem e não tiveram devolutiva, clientes que receberam shortlist e não responderam, vagas sem movimento há dias. Para cada caso, abre uma tarefa para o recrutador, sugere o próximo passo e — quando o conteúdo é um retorno de rotina (“seguimos com seu processo, próxima etapa na semana que vem”) — rascunha a mensagem via Marcus para você revisar e soltar. O cliente que recebe um status no tempo certo confia que a busca anda; o silêncio é o que perde candidato e contrato.4. Coletar a documentação de admissão e manter organizada
Gatilho: um candidato é aprovado e entra na etapa de admissão. O agente abre um checklist de documentos no board — RG, comprovante, exames, contrato assinado, o que aquele cliente exige — puxando o modelo do Company Brain. Conforme cada documento chega, arquiva na pasta da admissão, marca o item, e cobra o que falta com um lembrete proativo pelo canal do candidato. Quando o conjunto está completo, levanta uma notificação no sino: “admissão de fulano com documentação completa, pronta para conferência”. O que era uma caça a anexos perdidos vira uma pasta fechada e conferível.O que continua sendo humano
Por onde começar
Ensine suas vagas e modelos ao Brain
Suba para o Company Brain os descritivos de vaga, os
requisitos que cada cliente pede e o checklist de admissão que você usa.
É daí que o agente puxa como enfileirar o candidato e o que cobrar na
documentação.
Conecte agenda e canal de contato
Ligue o Google Calendar e o
WhatsApp para o agente propor horários e
disparar os lembretes dos dois lados — sempre com a opção de revisar o envio.
Agende a rotina de follow-up
Crie uma rotina que varre os processos abertos e
levanta quem está parado. Um agente, uma cadência, um canal — e a autonomia
cresce como uma catraca, nunca como um salto.
Próximos passos
Pessoas & RH
O padrão de onboarding, acompanhamento e organização de pessoas aplicado ao
time de dentro.
CRM
Onde cada candidato vira lead, anda no pipeline da vaga e registra atividade.
Rotinas
O daemon proativo que cobra follow-up e lembra triagem antes de o candidato
sumir.
Comercial & vendas
Como a relação com o cliente da busca vira pipeline, proposta e
acompanhamento.