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São 7h e três obras andam ao mesmo tempo. O subempreiteiro de estrutura sumiu desde sexta e ninguém sabe se a concretagem de hoje sai. Um e-mail do cliente pedindo a revisão da prancha de hidráulica está perdido na caixa de entrada há dois dias. O fornecedor de esquadria prometeu entrega pra ontem e não confirmou. E a última versão do projeto arquitetônico está em três WhatsApps diferentes, sem ninguém saber qual é a boa. Não é bagunça — é gente de menos pra olhar empreiteiro, documento e prazo em várias frentes ao mesmo tempo. O que sai da sua frente: a cobrança de status a cada subcontratado e fornecedor, a organização de projetos e pranchas nas pastas certas, a transformação de uma RFI que chega solta em tarefa com dono, e o alerta do marco ou da entrega que vai atrasar passam a acontecer sozinhos — com contexto, dentro do orçamento e com pagamento, contrato e qualquer decisão técnica sempre esperando você.

Como funciona, em uma frase

Na construção, o gargalo raramente é executar — é manter empreiteiro, documento e prazo sob controle em várias obras ao mesmo tempo sem deixar um atraso surpreender o cronograma. O agente não aprova pagamento nem assina contrato, e nunca emite um juízo de engenharia, segurança ou estrutura: ele garante que cada frente seja cobrada, cada RFI vire tarefa com dono, cada risco apareça antes de virar parada de obra — e entrega pra você o que pede julgamento, dinheiro e responsabilidade técnica.

Fluxos concretos

1. Cobrar subcontratado e fornecedor — status e datas

Gatilho: uma frente combinada não deu retorno no prazo combinado, ou a data prometida por um fornecedor está chegando sem confirmação. O agente puxa do CRM o subcontratado, a frente, a obra e a data acordada, consulta no Company Brain o histórico daquele fornecedor — quem costuma atrasar, qual o lead time real, qual o contato certo — e prepara uma cobrança objetiva: “confirmando a concretagem do 3º pavimento na obra Aurora, prevista pra 28/06 — segue no prazo?”. O disparo sai por e-mail ou WhatsApp via Marcus, com a opção de pedir sua aprovação antes de cada envio enquanto você ainda não confia no tom. A resposta volta como atividade no card e o estágio da frente se atualiza — confirmado, atrasado, reprogramado. O resultado: você não descobre que a estrutura parou quando chega na obra. Você descobre quando o agente cobra, dias antes, e te chama só se o subcontratado não responder ou der uma data ruim.
O que perguntar e quando cobrar mora no Brain, não num script fixo. Uma frente que trava o caminho crítico — fundação, estrutura — é cobrada mais cedo e com mais firmeza do que um acabamento que tem folga. O agente puxa essa régua do histórico e do cronograma que você já ingeriu.

2. Manter projetos e desenhos organizados nas pastas certas

Gatilho: chega um documento — uma prancha revisada, um memorial descritivo, uma ART, um diário de obra, uma nota fiscal de material — por e-mail, WhatsApp ou chat. O agente lê o arquivo, entende do que se trata e arquiva na pasta certa — por obra, por disciplina (arquitetura, estrutura, hidráulica, elétrica), por revisão — preservando o original e anotando a versão. No mesmo movimento, ingere o conteúdo no Company Brain, pra que a próxima pergunta (“qual a última revisão da prancha de elétrica da obra Aurora?”) tenha resposta na hora, com o documento certo, não o de três versões atrás. O ganho não é “um robô que renomeia arquivo”. É que ninguém mais constrói em cima de uma prancha velha porque a versão certa está sempre na pasta certa — e a resposta à dúvida de obra vem do documento real, não de um chute no grupo de WhatsApp.

3. Transformar uma RFI ou solicitação em tarefa com dono

Gatilho: chega um pedido de informação ou esclarecimento — uma RFI do cliente, uma dúvida do mestre de obra, uma solicitação de mudança de escopo — por e-mail, WhatsApp ou formulário. O agente lê a mensagem, extrai o que importa — qual obra, qual disciplina, o que está sendo pedido, prazo e quem pediu — e cria uma tarefa no board de RFIs já com os campos preenchidos e o anexo original junto, roteando pro dono certo daquela disciplina ou frente. Se a RFI casa com algo que já está no Company Brain — uma prancha, uma especificação, uma resposta anterior parecida —, o agente já anota a referência no card pra quem for responder não começar do zero.
A RFI que vira retrabalho quase sempre ficou parada numa caixa de entrada. Transformar cada pedido em tarefa rastreada, com dono e prazo, no momento em que chega, é o que impede a pergunta de virar uma parede errada — e deixa o cliente vendo que o assunto está andando.

4. A rotina que sinaliza marco e entrega em risco

Gatilho: uma rotina que o próprio agente agenda varre, toda manhã, os marcos do cronograma e as entregas de material em aberto, em todas as obras. A rotina cruza marcos e datas prometidas e levanta o que está atrasado ou a ponto de atrasar. Para cada caso, o agente abre uma notificação proativa no seu sino, prepara a cobrança ao subcontratado ou fornecedor (fluxo 1) e, se o atraso ameaça um marco do cliente, sinaliza no board da obra. No fim do dia, a Athena — a chefe de gabinete da organização — junta o que mudou de status, o que foi confirmado, o que atrasou e o que vence amanhã num digest curto, no seu sino e no canal que você usa. Com a integração Composio, esse resumo pode cair no Slack do time de obra ou virar um evento no calendário — sem ninguém compilar planilha à mão.
O atraso que vira multa contratual quase sempre era visível com antecedência. Uma rotina não tem segunda-feira corrida: ela olha os marcos todo dia, no mesmo horário, e transforma “ninguém viu” num alerta no seu sino antes de o problema chegar ao canteiro.
Para fornecedores ou materiais novos, o Scout faz a pesquisa pública na web — quem fornece aquele insumo, faixa de preço, referências — e devolve um resumo com as fontes, sem chutar.

O que continua sendo humano

O agente propõe, nunca decide sozinho, quando o assunto é:
  • Pagamento e medição — pagar subcontratado ou fornecedor, liberar medição, adiantamento, reembolso, qualquer saída de dinheiro.
  • Aprovação de compra — fechar quantidade e valor de uma ordem, escolher fornecedor.
  • Contrato e assinatura — qualquer compromisso que cria obrigação com subcontratado, fornecedor ou cliente.
  • Qualquer juízo de engenharia, segurança ou estrutura — dimensionar, aprovar uma solução técnica, liberar uma estrutura, decidir sobre risco. Isso é sempre de um profissional habilitado, nunca do agente.
  • Proposta comercial ao cliente — o orçamento ou a oferta formal que vai pra fora.
  • Comunicação externa pesada, jurídica ou regulatória, decisões de governança e ações destrutivas.
Nesses casos o agente prepara tudo — o histórico do subcontratado, a prancha de referência, o rascunho da cobrança — e espera a sua aprovação. Cada ação fica no histórico auditável, com autor e justificativa, alinhado à LGPD, e a autonomia cresce como uma catraca por tipo de ação, não como um salto.

Por onde começar

1

Suba obras, contatos e projetos para o Brain

Ingira no Company Brain suas obras ativas, os contatos de subcontratados e fornecedores com lead times, e os projetos e pranchas que você consulta toda semana. É daí que o agente puxa a cobrança certa, a versão certa e a resposta na hora.
2

Deixe o agente cobrar a primeira fila de frentes

Conecte um canal e deixe o agente acompanhar as frentes e os pedidos de material em aberto e cobrar status. Comece com aprovação humana antes de cada mensagem externa e relaxe conforme ele acerta.
3

Agende a varredura de marcos e o resumo diário

Crie uma rotina que varre marcos e entregas toda manhã e outra que entrega o digest das obras. Um agente, uma cadência, um canal — e a autonomia cresce devagar.

Próximos passos

Backoffice

O padrão completo do escritório que sustenta a obra — registros, documentos, cobranças e o resumo que liga as pontas.

Operações

Acompanhar frente, prazo e entrega de ponta a ponta — do qual a obra é um caso de múltiplas frentes simultâneas.

Documentos

Rascunhar e editar memoriais, relatórios e respostas de RFI — com a versão certa sempre à mão.

Composio

Levar o registro e o resumo pra onde o time já trabalha — Slack, Notion, calendário e centenas de apps.