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São 22h. Um casal pediu por WhatsApp “um roteiro de sete dias no Chile, saindo dia 12” e está esperando opções desde a manhã. Três reservas de hotel feitas na semana passada ainda não voltaram com a confirmação do fornecedor. Um cliente que embarca depois de amanhã não recebeu o voucher nem o lembrete de check-in da companhia aérea. E o operador receptivo em Santiago mandou uma alteração de horário do transfer que ninguém repassou ao viajante. Tudo aberto ao mesmo tempo, e cada hora parada é uma venda que esfria. O que sai da sua frente: receber o pedido e montar as opções a partir do que os fornecedores oferecem, cobrar as confirmações de reserva, disparar a rotina de pré-viagem com documentos e lembretes, e manter o viajante informado quando o fornecedor muda algo — tudo com contexto, dentro do orçamento e com pagamento, reembolso e contrato sempre esperando um humano.

Como funciona, em uma frase

Agência e operadora são relacionamento e logística em cima de informação que já existe: o que cada fornecedor oferece, a política de cancelamento, os documentos que cada destino exige, o histórico do viajante. O agente não inventa preço nem fecha nada que mexa no bolso — ele lê o que está no Company Brain, age dentro disso e só decide sozinho quando a ação não é um compromisso financeiro nem muda os termos da viagem.

Fluxos concretos

1. Pedido de roteiro — opções montadas da informação dos fornecedores

Gatilho: chega um “quero dez dias na Patagônia em março, dois adultos” por WhatsApp ou chat. O agente registra o pedido como um lead com atividade no CRM, identifica o viajante e cruza o que ele pediu com o que os fornecedores oferecem — tarifários, pacotes, disponibilidade e condições que estão no Company Brain. A partir daí ele monta um rascunho de opções em um documento: trechos, hospedagens, transfers, a faixa de cada combinação e o que muda entre elas. Quando falta uma informação pública — a melhor época para um trekking, se um parque exige reserva antecipada, o tempo de um deslocamento — o Scout pesquisa na web aberta (via Tavily) e devolve a fonte. O rascunho volta pronto para você revisar e mandar.
O ganho não é “robô que vende pacote”. É que a montagem da primeira proposta — o trabalho de garimpar fornecedor e juntar opção — deixa de consumir a tarde inteira, e o consultor entra para dar o toque humano e fechar.

2. Follow-up de reservas — confirmação cobrada antes de virar problema

Gatilho: uma rotina que o próprio agente agenda — varre as reservas com confirmação pendente. No disparo, o agente cruza o que foi solicitado com o que cada fornecedor já confirmou, no CRM. Para cada reserva sem retorno — hotel, transfer, passeio — o Marcus cobra o fornecedor pelo canal de cada um (e-mail ou WhatsApp), pedindo o número da confirmação e o status. As respostas voltam para o CRM como atividade. Se um fornecedor não responde dentro do prazo, ele abre uma tarefa para o consultor agir antes que o viajante embarque sem reserva firme.
O follow-up é comunicação externa em volume. Mantenha aprovação humana antes de cada disparo no começo — o agente prepara a fila de cobranças, você revê e libera. A autonomia cresce como uma catraca: depois de acertar, você solta o lote. Qualquer pagamento ao fornecedor ou mudança de termo da reserva continua sendo proposta para um humano aprovar.

3. Rotina de pré-viagem — documentos e lembretes no tempo certo

Gatilho: uma rotina que varre quem embarca nas próximas 72 horas. No disparo, o agente puxa do CRM quem vai viajar e monta o pacote de pré-viagem: vouchers e documentos da viagem reunidos em uma pasta por viajante, o lembrete de check-in, os horários, o que cada destino exige (passaporte, visto, comprovante de vacina — o que estiver registrado no Brain) e os contatos de emergência. O Marcus envia tudo pelo canal do viajante (e-mail ou WhatsApp) com a antecedência certa e pede a confirmação de recebimento. Quem não responde entra numa segunda rodada de lembrete.

4. Coordenação com fornecedor durante a viagem — viajante sempre informado

Gatilho: chega uma alteração de um fornecedor — atraso de voo, mudança de horário de transfer, troca de hotel — por WhatsApp ou e-mail. O agente lê a alteração, identifica a qual viagem e viajante ela pertence no CRM, e avalia o impacto: o transfer das 14h virou 16h, então o passeio da tarde precisa de ajuste. Ele rascunha a mensagem ao viajante no tom da casa — o que mudou, o novo horário, o que fazer — e a deixa esperando sua aprovação antes de enviar. Em paralelo, prepara a resposta de coordenação ao fornecedor. O caso inteiro fica numa tarefa com o histórico, para o consultor acompanhar.
Por que isso importa: a alteração de fornecedor é o que estraga uma viagem quando ninguém repassa a tempo. O agente captura a mudança, mede o efeito em cadeia e prepara o aviso ao viajante antes de ele chegar a um transfer que não vem — não depois.

O que continua sendo humano

O agente propõe, nunca decide sozinho, quando o assunto é:
  • Pagamento e reembolso — pagar fornecedor, processar estorno, ajustar cobrança. Toda movimentação financeira passa por aprovação.
  • Contrato de fornecedor — fechar, renovar ou mudar termos com hotel, receptivo, companhia ou operadora.
  • Qualquer compromisso que mude os termos da reserva do viajante — remarcar, cancelar, fazer upgrade ou alterar o que já foi confirmado.
  • Proposta comercial ao cliente — fechar o pacote e o preço final.
  • Comunicação externa pesada, jurídica ou regulatória.
  • Decisões de governança e ações destrutivas — apagar registros, cancelar reservas em massa.
Nesses casos o agente prepara tudo — o rascunho, o contexto, a recomendação — e espera a aprovação de uma pessoa. Cada ação fica no histórico auditável, com autor e justificativa, e o gasto é limitado pelos Stars antes da chamada acontecer.

Por onde começar

1

Conecte o canal e ensine os fornecedores ao Brain

Ligue o WhatsApp e suba para o Company Brain seus tarifários, condições de cada fornecedor, políticas de cancelamento e as exigências por destino. É daí que sai a primeira proposta de roteiro.
2

Agende o follow-up de reservas

Crie uma rotina que varra as reservas com confirmação pendente e deixe o agente cobrar cada fornecedor — com aprovação humana antes de cada disparo no começo.
3

Ligue a rotina de pré-viagem

Configure a rotina que varre quem embarca em 72 horas e deixe o agente reunir documentos e lembretes na pasta de cada viajante e enviar no tempo certo.

Próximos passos

Comercial

O padrão de lead, proposta e follow-up que sustenta a venda do roteiro do primeiro contato ao fechamento.

Pessoas & atendimento

A triagem e a mensagem ao viajante em volume — antes, durante e depois da viagem.

WhatsApp

O canal onde o pedido de roteiro e o viajante acontecem — proposta, confirmação e aviso no mesmo lugar que ele já está.

Rotinas

O cron do follow-up e da pré-viagem — o agente dispara no dia certo, sem ninguém lembrar.