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São 22h de uma quinta. Uma doadora perguntou pelo WhatsApp se o recibo do ano passado ainda dá para emitir, três voluntários confirmaram presença no mutirão de sábado mas ninguém consolidou a lista, e o edital que pode financiar o projeto do semestre fecha inscrições daqui a nove dias — e está enterrado num e-mail que você leu de passagem na semana retrasada. A equipe é pequena, o coração é grande, e o que falta é braço. O que sai da sua frente: responder membro e doador na hora, transformar o plano de um evento em tarefas e lembretes, vigiar os prazos de editais e obrigações e rascunhar comunicados e relatórios — tudo passa a acontecer sozinho, com contexto e dentro do orçamento, com dinheiro, governança e qualquer coisa enviada em nome oficial da organização sempre esperando um humano.

Como funciona, em uma frase

Tocar uma ONG enxuta é, no fundo, não deixar cair nenhuma das mil bolinhas que a equipe pequena tem que manter no ar ao mesmo tempo — membro, doador, evento, prazo, voluntário. O agente não decide o que é gasto nem fala em nome da organização — ele tira o atrito da operação para que as poucas pessoas que vocês têm cuidem do julgamento e do propósito que só gente cuida.

Fluxos concretos

1. Responder membro e doador e manter o cadastro em dia

Gatilho: alguém da base pergunta algo — pelo WhatsApp, por e-mail ou pelo formulário do site: “como faço para renovar a anuidade?”, “consigo o recibo da minha doação?”, “a associação tem desconto para estudante?”. A Athena, a operadora da organização, puxa do Company Brain o que já está registrado — estatuto, política de doações, calendário de assembleias, as respostas que a secretaria repete toda semana. Ela abre o chat e responde na hora, fora do horário comercial inclusive. Cada interação atualiza o cadastro no CRM daquele membro ou doador — canal, último contato, situação — e nada se perde quando a pessoa some por um mês e volta. Se a pergunta toca valor de doação, condição financeira ou um benefício que vira compromisso, o agente busca no Brain; se não achar, não inventa: registra a dúvida e escala para a coordenação. Responder o que já é política é trabalho de esteira; prometer uma condição nova não é.

2. Do plano do evento às tarefas e lembretes

Gatilho: a equipe decide realizar um evento — um mutirão, uma campanha, uma assembleia, um bazar beneficente — e descreve o plano para o agente num chat. O agente puxa do Brain como eventos parecidos foram tocados antes e quebra o plano em tarefas no board: reservar o espaço, montar a lista de voluntários, divulgar nos canais, comprar o material. Cada tarefa ganha responsável — uma pessoa ou outro agente — e prazo. Ele agenda os marcos no Google Calendar via Composio, cria uma rotina que lembra cada responsável na véspera, e mantém a pasta do evento com o briefing, a lista e o checklist sempre no mesmo lugar.
O agente organiza e lembra — ele monta a estrutura do evento e cobra o andamento, mas quem decide o que será gasto, quem fecha contrato com fornecedor e quem aprova a peça que vai ao público é uma pessoa. Ele entrega o plano pronto para a equipe executar.

3. A rotina que vigia prazos de editais e obrigações

Gatilho: uma rotina que o próprio agente agenda — toda manhã, varre os prazos cadastrados no Brain e nos boards: inscrição de edital, prestação de contas, renovação de certificação, entrega de relatório a financiador. No disparo, o agente compara cada prazo com a data de hoje e, para o que está chegando, levanta o sino com uma notificação proativa e abre uma tarefa para o responsável, com o que precisa ser feito e os documentos que já existem na pasta. Para o que ainda nem entrou no radar, o Scout pode pesquisar editais e chamadas abertas na web via Tavily e trazer uma lista para a equipe avaliar.
Por que isso importa: o prazo de edital perdido é a oportunidade de financiamento que some sem ninguém ter decidido abrir mão dela — só porque o e-mail se perdeu na caixa de entrada de uma equipe de três pessoas. Uma rotina não tem semana corrida: ela vigia sempre, avisa com folga, e transforma o “ai, era ontem” em “faltam nove dias, aqui está o que falta”.

4. Rascunhar comunicados e relatórios para aprovação

Gatilho: chega a hora do informe mensal aos membros, do relatório de impacto para um financiador, ou do agradecimento à base de doadores depois de uma campanha. O agente puxa do Brain e dos boards o que de fato aconteceu — voluntários mobilizados, ações realizadas, marcos cumpridos — e monta um rascunho em documento: o informe, o relatório, o texto do e-mail. O texto sai pronto para revisão, nunca enviado sozinho. Depois que uma pessoa aprova, o agente pode disparar a comunicação pelo Outbound — e-mail ou WhatsApp — com aprovação por disparo quando a mensagem sai em nome da organização.
ComunicaçãoO que o agente fazO que continua humano
Informe aos membrosMonta o rascunho a partir do que aconteceuAprovar o texto e autorizar o envio
Relatório a financiadorConsolida números e marcos cumpridosValidar dados e assinar o relatório
Agradecimento a doadoresRascunha a mensagem com o impacto realAprovar a peça que vai em nome oficial
Recibo / comprovanteReúne os dados e prepara o documentoEmitir e confirmar valores

O que continua sendo humano

O dinheiro, o propósito e o nome da organização se tratam com o máximo cuidado. O agente propõe e prepara, nunca decide sozinho, quando o assunto é:
  • Dinheiro e compromisso de doação — pagamento, estorno, uso de verba, aceitar ou prometer uma doação, qualquer movimentação financeira.
  • Governança e decisões da diretoria — deliberações de assembleia, decisões estatutárias, qualquer coisa que precisa do conselho.
  • Qualquer coisa enviada em nome oficial da organização — comunicado público, posicionamento, relatório assinado, resposta a financiador.
  • Contrato e assinatura — com fornecedor, parceiro ou financiador, qualquer compromisso que vira obrigação.
  • Comunicação regulatória ou jurídica, prestação de contas oficial e ações destrutivas.
Nesses casos o agente prepara tudo — o caso, o rascunho, o contexto — e espera a aprovação de uma pessoa. Cada ação fica no histórico auditável, com autor e justificativa, isolada por organização e alinhada à LGPD.

Por onde começar

1

Ensine a organização ao Brain

Suba para o Company Brain o estatuto, a política de doações, o calendário de assembleias, os prazos de editais e obrigações e as respostas que a equipe repete toda semana. É daí que o agente puxa o que responder, o que vigiar e o que rascunhar.
2

Ligue um canal e deixe o agente atender

Conecte o WhatsApp ou os chats e deixe o agente responder membros e doadores e manter cada cadastro no CRM em dia. Comece com aprovação humana antes de cada mensagem externa.
3

Agende a vigia de prazos

Crie uma rotina que varre editais, prestações de contas e obrigações e avisa com folga. Um agente, uma cadência — e a autonomia cresce como uma catraca, nunca como um salto.

Próximos passos

Operação & atendimento

O padrão de responder, organizar e cobrar aplicado ao dia a dia da equipe.

Gestão & acompanhamento

Como manter eventos, prazos e indicadores visíveis sem planilha manual.

Rotinas

O daemon que vigia prazo de edital, lembra o mutirão e cobra a prestação de contas.

Documentos

Onde o informe, o relatório de impacto e o agradecimento nascem prontos para revisão.