Como funciona, em uma frase
Tocar uma ONG enxuta é, no fundo, não deixar cair nenhuma das mil bolinhas que a equipe pequena tem que manter no ar ao mesmo tempo — membro, doador, evento, prazo, voluntário. O agente não decide o que é gasto nem fala em nome da organização — ele tira o atrito da operação para que as poucas pessoas que vocês têm cuidem do julgamento e do propósito que só gente cuida.Fluxos concretos
1. Responder membro e doador e manter o cadastro em dia
Gatilho: alguém da base pergunta algo — pelo WhatsApp, por e-mail ou pelo formulário do site: “como faço para renovar a anuidade?”, “consigo o recibo da minha doação?”, “a associação tem desconto para estudante?”. A Athena, a operadora da organização, puxa do Company Brain o que já está registrado — estatuto, política de doações, calendário de assembleias, as respostas que a secretaria repete toda semana. Ela abre o chat e responde na hora, fora do horário comercial inclusive. Cada interação atualiza o cadastro no CRM daquele membro ou doador — canal, último contato, situação — e nada se perde quando a pessoa some por um mês e volta. Se a pergunta toca valor de doação, condição financeira ou um benefício que vira compromisso, o agente busca no Brain; se não achar, não inventa: registra a dúvida e escala para a coordenação. Responder o que já é política é trabalho de esteira; prometer uma condição nova não é.2. Do plano do evento às tarefas e lembretes
Gatilho: a equipe decide realizar um evento — um mutirão, uma campanha, uma assembleia, um bazar beneficente — e descreve o plano para o agente num chat. O agente puxa do Brain como eventos parecidos foram tocados antes e quebra o plano em tarefas no board: reservar o espaço, montar a lista de voluntários, divulgar nos canais, comprar o material. Cada tarefa ganha responsável — uma pessoa ou outro agente — e prazo. Ele agenda os marcos no Google Calendar via Composio, cria uma rotina que lembra cada responsável na véspera, e mantém a pasta do evento com o briefing, a lista e o checklist sempre no mesmo lugar.O agente organiza e lembra — ele monta a estrutura do evento e cobra o
andamento, mas quem decide o que será gasto, quem fecha contrato com
fornecedor e quem aprova a peça que vai ao público é uma pessoa. Ele entrega
o plano pronto para a equipe executar.
3. A rotina que vigia prazos de editais e obrigações
Gatilho: uma rotina que o próprio agente agenda — toda manhã, varre os prazos cadastrados no Brain e nos boards: inscrição de edital, prestação de contas, renovação de certificação, entrega de relatório a financiador. No disparo, o agente compara cada prazo com a data de hoje e, para o que está chegando, levanta o sino com uma notificação proativa e abre uma tarefa para o responsável, com o que precisa ser feito e os documentos que já existem na pasta. Para o que ainda nem entrou no radar, o Scout pode pesquisar editais e chamadas abertas na web via Tavily e trazer uma lista para a equipe avaliar.Por que isso importa: o prazo de edital perdido é a oportunidade de
financiamento que some sem ninguém ter decidido abrir mão dela — só porque o
e-mail se perdeu na caixa de entrada de uma equipe de três pessoas. Uma
rotina não tem semana corrida: ela vigia sempre, avisa com folga, e
transforma o “ai, era ontem” em “faltam nove dias, aqui está o que falta”.
4. Rascunhar comunicados e relatórios para aprovação
Gatilho: chega a hora do informe mensal aos membros, do relatório de impacto para um financiador, ou do agradecimento à base de doadores depois de uma campanha. O agente puxa do Brain e dos boards o que de fato aconteceu — voluntários mobilizados, ações realizadas, marcos cumpridos — e monta um rascunho em documento: o informe, o relatório, o texto do e-mail. O texto sai pronto para revisão, nunca enviado sozinho. Depois que uma pessoa aprova, o agente pode disparar a comunicação pelo Outbound — e-mail ou WhatsApp — com aprovação por disparo quando a mensagem sai em nome da organização.| Comunicação | O que o agente faz | O que continua humano |
|---|---|---|
| Informe aos membros | Monta o rascunho a partir do que aconteceu | Aprovar o texto e autorizar o envio |
| Relatório a financiador | Consolida números e marcos cumpridos | Validar dados e assinar o relatório |
| Agradecimento a doadores | Rascunha a mensagem com o impacto real | Aprovar a peça que vai em nome oficial |
| Recibo / comprovante | Reúne os dados e prepara o documento | Emitir e confirmar valores |
O que continua sendo humano
Por onde começar
Ensine a organização ao Brain
Suba para o Company Brain o estatuto, a política de
doações, o calendário de assembleias, os prazos de editais e obrigações e
as respostas que a equipe repete toda semana. É daí que o agente puxa o que
responder, o que vigiar e o que rascunhar.
Agende a vigia de prazos
Crie uma rotina que varre editais, prestações de
contas e obrigações e avisa com folga. Um agente, uma cadência — e a
autonomia cresce como uma catraca, nunca como um salto.
Próximos passos
Operação & atendimento
O padrão de responder, organizar e cobrar aplicado ao dia a dia da equipe.
Gestão & acompanhamento
Como manter eventos, prazos e indicadores visíveis sem planilha manual.
Rotinas
O daemon que vigia prazo de edital, lembra o mutirão e cobra a prestação de
contas.
Documentos
Onde o informe, o relatório de impacto e o agradecimento nascem prontos para
revisão.